Estudo mostra que agricultura urbana não é viável economicamente nos EUA

Pesquisa revelou que muitos produtores estão faturando menos de US$10,000.00 por ano em seus empreendimentos.


Os agricultores urbanos produzem em espaços originalmente sem uso nas cidades ou adaptados para também receber plantações em pequenas ou médias "hortas". Topo de prédios, terrenos baldios e até mesmo a parte interna de edifícios abandonados são espaços tradicionais nesta tendência. Em alguns projetos, balsas em rios também são usadas, com ou sem a adição da criação de peixes.

A premissa vive no do aproveitamento de espaços e alia-se a outras filosofias que podem ampliar a questão para menos emissão de poluentes, comércio justo, briga com transgênicos, orgânicos e outras bandeiras. Uma procura no Google sobre "urban farming" pode mostrar o que fazem e o que pensam estes grupos. Claro que existem iniciativas que fazem parte do marketing do próprio negócio, como um restaurante que aproveita o teto da edificação para plantar os temperos.

O estudo "Urban agriculture: connecting producers with consumers" (agricultura urbana, conectando produtores com consumidores) entrevistou 370 empreendedores e explorou a questão prática destes empreendimentos e a viabilidade econômica das iniciativas de agricultura urbana, sem contar qualquer interesse paralelo na questão. Em outras palavras: você pode gastar R$100,00 para plantar um maço de temperinho verde no telhado do seu restaurante e lucrar no marketing. A evidência aqui é que você poderia comprar por R$4,00 no supermercado. Os autores são Carolyn Dimitri (Universidade de Nova Iorque), Lydia Oberholtzer (Universidade da Pennsylvania) e Andy Pressman (NCAT-ATTRA, Butte, Montana, USA).

Foi apurado que 2/3 das iniciativas apresentam um "cunho social" que vai além da simples produção de alimentos e faturam menos de 10 mil dólares por ano. Muitas vezes, quem vive na atividade recebe doações, tem outras fontes de renda ou usa os próprios recursos para o benefício social.

O estudo completo (em inglês) pode ser lido neste link.

Da próxima vez que alguém argumentar que poderíamos alimentar o mundo apenas "ocupando espaços", mostre este estudo.